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Política

Lula diz estar preparado para enfrentar todos os candidatos da direita “de uma vez só”

Em entrevista ao SBT News, Lula defende campanha “civilizada” em 2026, diz que reeleição é única certeza e afirma estar pronto para enfrentar a direita.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
16 de dezembro, 2025 · 13:20 3 min de leitura
Imagem: ChicoSabeTudo.com.br
Imagem: ChicoSabeTudo.com.br

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou estar pronto para disputar a eleição presidencial de 2026 contra todos os candidatos do campo da direita “de uma vez só”. A declaração foi dada em entrevista ao canal SBT News e repercutida por diferentes veículos de comunicação nesta semana, em meio às articulações antecipadas para a sucessão no Palácio do Planalto.

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Na entrevista, Lula afirmou que não escolhe nem tem preferência declarada por um adversário específico entre os nomes que vêm sendo cotados pela oposição para a disputa presidencial. Segundo ele, há “muitos adversários” no espectro da direita e, independentemente de quem seja escolhido, ele se considera preparado para enfrentá-los. “Eu estou preparado para disputar com todos eles de uma vez só”, disse o presidente, ao comentar o cenário eleitoral.

Lula também ressaltou que pretende centrar sua campanha em uma “prestação de contas” ao eleitorado. Ele afirmou que pretende comparar as políticas públicas implementadas em seus governos com as medidas adotadas por seus adversários em períodos anteriores, reforçando a ideia de que irá apresentar dados e resultados de sua gestão. “Tenho coisas para anunciar ao povo brasileiro, tenho uma prestação de contas ao povo brasileiro que eu duvido que outro presidente tenha”, declarou.

Questionado sobre o tom da disputa de 2026, o presidente defendeu que a próxima eleição seja marcada por um ambiente de menor tensão política. Ele disse esperar uma campanha “civilizada, num alto nível e com debate altamente democrático”, argumentando que o processo eleitoral pode ser uma oportunidade para reduzir a polarização e o clima de hostilidade no país. Segundo o petista, o ideal é que a política volte a ser respeitada e que as instituições saiam fortalecidas após o pleito.

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Além da disputa presidencial, Lula comentou as articulações regionais para 2026. Ele afirmou já ter em mente nomes para disputar os governos de São Paulo e Minas Gerais, bem como candidaturas ao Senado nesses estados, embora não tenha revelado publicamente quem seriam esses possíveis candidatos. De acordo com o presidente, a definição ainda depende da disposição das lideranças convidadas em aceitar concorrer. Um dos exemplos citados na imprensa é o do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que resiste a disputar o governo de Minas com apoio do Planalto.

Entre os nomes frequentemente mencionados nos bastidores para a disputa em São Paulo, estão figuras já próximas ao governo federal, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB). Nenhum desses nomes, porém, foi oficialmente confirmado por Lula como candidato para 2026, e as articulações seguem em fase preliminar.

No campo da direita, partidos como PL, PP e União Brasil discutem a formação de uma candidatura competitiva para enfrentar Lula em 2026. Em outra frente de articulação citada pela imprensa, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem buscado apoio de lideranças do PP e do União Brasil para sua pré-candidatura, em movimento descrito por aliados como uma tentativa de unificar a direita em torno de um único nome.

Ao tratar diretamente da própria candidatura, Lula declarou que a reeleição é, segundo ele, a “única certeza” que tem hoje sobre o cenário de 2026. Ele afirmou que seus adversários poderão apresentar promessas ao eleitorado, enquanto sua estratégia será expor o diagnóstico do país no momento em que assumiu o governo e os resultados que, na avaliação do Palácio do Planalto, foram obtidos desde então.

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