O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu cancelar os planos para a compra de um novo avião presidencial. A medida foi tomada para evitar desgastes políticos e críticas da oposição, já que o país entra em ano de preparativos para as eleições de 2026.
Mesmo com orçamentos em mãos, enviados pelo Ministério da Defesa e pela Aeronáutica, o Palácio do Planalto optou por travar o processo. A avaliação interna é de que investir em uma aeronave de luxo agora traria um impacto negativo para a campanha de reeleição.
A troca do avião oficial, conhecido como 'Aerolula', era um desejo do presidente desde 2024. O interesse surgiu após sustos e problemas técnicos registrados em viagens internacionais recentes, que chegaram a ser considerados situações de risco pela equipe de segurança.
Apesar da preocupação com a segurança, o preço da nova aeronave foi o principal entrave. Estimativas do mercado indicam que o custo para os cofres públicos ficaria entre R$ 1,4 bilhão e R$ 2 bilhões, valor que gerou forte resistência nos bastidores.
Interlocutores do governo afirmam que Lula preferiu deixar o assunto de lado por estar no último ano de mandato. O foco total do governo agora será voltado para a agenda política e as articulações eleitorais, deixando a renovação da frota aérea para um futuro incerto.
Até o momento, o governo federal não divulgou oficialmente os valores das cotações que haviam sido realizadas. Com o recuo estratégico, o atual avião continuará sendo utilizado nas missões oficiais do presidente pelo Brasil e pelo mundo.







