A nomeação para a vaga de desembargador do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) aguarda a formalização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva há mais de um ano. A posição foi aberta com o término do mandato de Vicente Buratto, em agosto de 2023, mas o processo para definição do novo candidato enfrentou reviravoltas jurídicas que atrasaram sua conclusão.
A lista tríplice, formada pouco depois da abertura da vaga, em outubro de 2023, incluiu os advogados Carina Cristiane Canguçu, Rafael de Sá Santana e Fabiano Mota Santana. No entanto, a escolha se tornou um impasse devido a fortes influências políticas. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, defende a indicação de Rafael de Sá Santana, enquanto o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, manifesta apoio a Carina Canguçu.
A situação se complica ainda mais com a recente exclusão do advogado José Leandro Pinho Gesteira da lista, declarado inidôneo pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com isso, Fabiano Mota Santana foi convocado para preencher a lacuna, mas é visto como um “azarão”, por não contar com o mesmo suporte político dos concorrentes. Ele entrou na disputa tardiamente, após as articulações já estarem bem avançadas em favor dos outros dois candidatos.
Enquanto a definição para a vaga no TRE-BA não é alcançada, os três candidatos continuam na expectativa de uma decisão. O impasse entre os apoiadores de Canguçu e Sá Santana reflete as tensões internas da base aliada de Lula, já que qualquer nomeação pode impactar futuras relações políticas e a estrutura do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
Sem uma resolução clara sobre o caso, a cadeira para o TRE-BA permanece em aberto, o que poderá gerar novas movimentações políticas nos próximos dias.







