O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) autorizou o funcionamento de uma nova biorrefinaria na zona rural de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, com capacidade para fabricar até 498 milhões de litros de etanol por ano. A Licença de Operação foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira, 11.
A planta pertence à Inpasa Agroindustrial S/A, empresa de origem paraguaia que passa a contar com sua primeira unidade em território baiano. O empreendimento ocupa área de 125.280,50 m² às margens da BR-242, no km 901, dentro do município.
Além do etanol, a autorização libera a produção de 24.862 toneladas anuais de óleo de milho bruto e 248.900 toneladas por ano de um coproduto sólido resultante da destilação, conhecido pela sigla DDGS e empregado na alimentação animal. O documento do Inema também prevê capacidade de geração elétrica de 1.275 MW diários e cogeração de 53.126 kW, por meio de dois geradores batizados de TG01 e TG02.
Segundo a autorização ambiental, a biorrefinaria pode operar a partir do processamento de milho, milheto e sorgo. A validade da licença é de cinco anos, condicionada ao cumprimento da legislação ambiental vigente. O Inema esclarece que a análise se limita à viabilidade ambiental de sua competência, cabendo à empresa buscar eventuais anuências de outras esferas federal, estadual ou municipal.
No mesmo despacho, o órgão concedeu Autorização para Manejo de Fauna, que permite à empresa recolher e acompanhar animais silvestres na área rural onde a usina foi instalada.
A instalação da unidade contou com aporte federal relevante. Em janeiro, o BNDES aprovou financiamento de R$ 950 milhões para a construção da planta, sendo R$ 350 milhões vindos do Fundo Clima e R$ 600 milhões da linha Finem, conforme detalhou o banco em nota sobre a operação. A expectativa do próprio BNDES é que a fábrica alcance capacidade máxima de produção a partir de 2027.
A Inpasa é apontada como a maior biorrefinaria de etanol de grãos da América Latina e investiu R$ 1,3 bilhão na construção da planta baiana. Com o início das atividades, a expectativa da empresa é gerar mais de 450 empregos diretos e 1.500 indiretos na região.
A companhia iniciou suas operações em 2006, no Paraguai, onde mantém duas plantas. No Brasil, além da nova unidade baiana, opera fábricas em Sinop e Nova Mutum (Mato Grosso), Dourados e Sidrolândia (Mato Grosso do Sul) e Balsas (Maranhão).







