O cenário político baiano para as eleições de 2026 já começa a se desenhar, e com ele, mudanças importantes no secretariado estadual. Adolpho Loyola, secretário de Relações Institucionais da Bahia, revelou que entre oito e dez secretários devem deixar seus cargos ainda no final de janeiro. A decisão tem um objetivo claro: permitir que esses gestores foquem em suas pré-campanhas eleitorais.
A informação foi dada por Loyola ao Bahia Notícias, durante a tradicional Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15), em Salvador, na Bahia. Segundo ele, a intenção do governador é agilizar o processo de transição para os novos secretários, evitando perda de tempo e mantendo o ritmo de trabalho do governo.
"Devem sair em torno de oito secretários, 8 a 10 secretários que serão candidatos. Eles devem sair agora no final de janeiro, o governador ainda está decidindo, para que eles possam já adiantar a campanha deles, a pré-campanha. É para mudar logo para a gente não perder muito tempo na transição dos novos secretários. Esse é o intuito do governador", explicou Adolpho Loyola.
Além das mudanças internas, o governo também trabalha intensamente na construção de alianças para a disputa eleitoral. Loyola contou que as conversas com os partidos da base aliada estão avançando e a meta é ter a chapa completa e definida até o mês de abril.
Diálogo com Aliados: Família Coronel Mantém o Apoio
Um dos pontos chave nas articulações políticas é a relação com aliados históricos. Adolpho Loyola destacou o diálogo com a família do senador Angelo Coronel, parceira de longa data do governo. O contato mais recente, segundo o secretário, foi feito através do deputado federal Diego Coronel, filho de Angelo.
Loyola fez questão de enfatizar que, apesar dos boatos e especulações, a família Coronel segue na base do governo. A reunião, conforme o secretário, foi um encontro amigável, focado em planejamento e construção de estratégias conjuntas.
"A reunião foi muito boa, foi uma conversa. Ele [Coronel] não saiu da base, foi uma conversa amistosa de planejamento, de conversas de construção. Aqui no nosso grupo todo mundo cresce, então ninguém quer sair. Nós queremos fazer uma conversa com todos os partidos, não só é a pessoa física, a pessoa do senador Coronel, que já é uma grande coisa, mas todo um contexto de partido, de aliados que nós vamos ter que ouvir para poder definir a chapa", detalhou o articulador petista.
Olhar para o Interior: Conversas em Breve
No que diz respeito ao interior do estado, o secretário de Relações Institucionais informou que o diálogo político com prefeitos e lideranças ainda não começou. Por enquanto, as interações se limitaram a reuniões institucionais e ao encaminhamento de demandas dos municípios. No entanto, a expectativa é que em breve o governador inicie as conversas para solidificar apoios.
Adolpho Loyola deixou claro que o governador está aberto a dialogar com todos, mas o anúncio de apoio por parte dos prefeitos depende muito mais da decisão individual de cada gestor municipal do que de uma iniciativa do governo neste primeiro momento.







