No dia 18 de outubro, o Banco Central (BC) anunciou a liquidação extrajudicial da Master Corretora, em resposta a graves irregularidades identificadas na instituição. Essa medida representa um marco na crise da entidade financeira e implica a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores até que as investigações avancem.
Os investidores permanecem preocupados com a situação, especialmente devido aos Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos pela corretora. Esses CDBs apresentavam taxas de retorno consideradas excessivas, chegando a 140% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), o que levantou dúvidas sobre sua viabilidade. Assim, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) se torna crucial para assegurar o possível ressarcimento das aplicações de até R$ 250 mil por CPF.
A liquidação suspendeu todas as operações da Master Corretora e cortou negociações em andamento, incluindo um aporte de R$ 3 bilhões que estava sendo negociado com a Fictor Holding Financeira. A administração da corretora será agora conduzida pela EFB Regimes Especiais de Empresas, que atuará como liquidante, sob a supervisão técnica de Eduardo Felix Bianchini.
A liquidação da instituição está vinculada à Operação Compliance Zero, que investiga a emissão de títulos de crédito fraudulentos. As investigações revelam a possibilidade de um esquema que pode ter movimentado até R$ 12 bilhões por meio da criação de carteiras de crédito falsas. No âmbito dessa operação, o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi detido na manhã do dia da liquidação, ao ser encontrado no aeroporto de Guarulhos, onde tentava deixar o país.
As próximas etapas incluem o envio de informações sobre os bens da Master ao liquidante e a atualização do cadastro dos investidores no aplicativo do FGC para que possam receber as indenizações. A situação continua a ser monitorada de perto pelas autoridades competentes, que já realizaram diversas prisões de membros da administração do Banco Master.







