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Política

Liminar dos EUA proíbe NSO de usar spyware Pegasus contra WhatsApp

Tribunal dos EUA proibiu NSO de usar Pegasus contra usuários do WhatsApp; liminar vale globalmente e reduziu indenização para US$ 4 milhões.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
18 de outubro, 2025 · 22:23 2 min de leitura
(Imagem: Ink Drop/Shutterstock)
(Imagem: Ink Drop/Shutterstock)

Um tribunal dos Estados Unidos decidiu, na sexta-feira (17), que o grupo NSO deve parar de usar o software de espionagem Pegasus contra usuários do WhatsApp. A liminar, assinada pela juíza Phyllis Hamilton, do Tribunal Distrital dos EUA, alcança operações globais — inclusive usuários no Brasil, como em Paulo Afonso, na Bahia.

O que muda na prática

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Na prática, a decisão impede que a empresa use a ferramenta para atacar a plataforma e seus usuários. O tribunal também definiu efeitos financeiros: a indenização inicialmente apurada caiu de US$ 167 milhões para US$ 4 milhões, conforme determinação do juízo.

Resumo rápido

  • Proibição do uso do Pegasus contra o WhatsApp.
  • Indenização reduzida para US$ 4 milhões.
  • Alcance global da liminar, incluindo o Brasil.

Como a NSO reagiu

A NSO disse que suas ferramentas são usadas para investigar crimes graves e terrorismo e alegou que a proibição poderia prejudicar seu modelo de negócios, talvez levando a empresa a sair do mercado. A companhia afirmou que vai analisar a decisão antes de decidir se recorre ou toma outras medidas.

Reação do WhatsApp

Executivos do aplicativo saudaram a liminar. O chefe do WhatsApp, Will Cathcart, disse que a medida impede que o fabricante de spyware volte a atacar a plataforma e os usuários em escala global e que encerra um litígio que já se arrastava por seis anos.

Outras campanhas e riscos

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Além do caso envolvendo o Pegasus, empresas de segurança detectaram outras campanhas que usaram o WhatsApp como vetor. A Kaspersky informou ter bloqueado mais de 62 mil tentativas de ataque em outubro por um trojan bancário chamado Maverick. Segundo a empresa, a infecção acontecia via arquivos de atalho do Windows e se propagava pelo WhatsApp Web, com foco em usuários no Brasil.

O processo correu por seis anos e, por enquanto, a decisão judicial foi seguida da sinalização da NSO de que a empresa vai examinar o teor da ordem antes de anunciar eventuais recursos ou próximos passos.

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