A solenidade organizada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para relembrar os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, marcada para esta quinta-feira (8) no Palácio do Planalto, vai ter desfalques importantes. Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), já avisaram que não vão participar do evento.
Essa não é a primeira vez que a cerimônia, que busca reforçar a defesa da democracia e condenar os atos de vandalismo contra as sedes dos três poderes, enfrenta ausências de nomes de peso. Desde 2024, o governo promove a data para manter viva a memória dos ataques criminosos que abalaram Brasília.
Davi Alcolumbre informou ao governo que tem compromissos de trabalho no Amapá, seu estado, e por isso não poderá comparecer. Já Hugo Motta, presidente da Câmara, justificou sua ausência alegando compromissos pessoais. Essas justificativas chegam em um momento de expectativas sobre a sanção de um projeto de lei que pode reduzir as penas de pessoas presas e envolvidas nos atos e na trama golpista de 8 de janeiro, adicionando uma camada de tensão ao cenário político.
Outras ausências e o cenário político
Além dos chefes das casas legislativas, a lista de prováveis ausências pode aumentar. O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda não confirmou presença. Ele tem uma agenda própria no STF, também dedicada à lembrança do 8 de janeiro, na tarde do mesmo dia.
O recesso parlamentar e ministerial também afeta a presença de outros convidados. Apesar do pedido do presidente Lula para que todos os seus ministros compareçam, nem todos conseguirão. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, já informou que não deve ir. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também está em recesso e provavelmente não estará presente na cerimônia.
“Estamos com a expectativa de que o presidente Lula sancione o projeto que reduz penas, mas o foco agora é lembrar a importância da democracia”, comentou uma fonte próxima ao Planalto sobre o clima no governo.
No ano passado, a solenidade também enfrentou desafios com as ausências. O então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o presidente da Câmara na época, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, não compareceram, demonstrando que o tema ainda gera debates e posições distintas entre os poderes.
Apesar dos desfalques, o evento deve contar com a mobilização de apoiadores. O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, prometeu levar uma caravana numerosa de representantes de movimentos sociais. O Partido dos Trabalhadores (PT) também convocou seus militantes para acompanhar a cerimônia da área externa do Palácio do Planalto, onde será instalado um telão para transmitir o evento.







