Nas eleições legislativas de domingo (26), o presidente da Argentina, Javier Milei, saiu na frente: seu partido, Libertad Avanza, teve 40,76% dos votos, segundo apuração de 97,3% das urnas por volta das 23h.
O desempenho se traduz em cadeiras: Libertad Avanza garantiu 64 assentos na Câmara dos Deputados, enquanto a coalizão peronista Fuerza Patria obteve 31,65% dos votos e ficou com 44 mandatos. O comparecimento às urnas ficou em 67,92% dos eleitores habilitados.
O que muda no Congresso
Ter 64 cadeiras ampliou a bancada alinhada a Milei e deu mais poder de influência — e capacidade de obstrução — sobre a agenda parlamentar. Ainda assim, esse número não representa maioria: equivale a cerca de um terço do total de assentos. Em outras palavras, é como ter mais peças no tabuleiro, mas sem controle absoluto do jogo.
- Maior força para bloquear ou atrasar pautas da oposição;
- Necessidade de negociar para aprovar propostas de maior alcance;
- Maiorias pontuais e acordos temporários devem virar rotina nas votações.
O resultado chega em um momento de instabilidade: o governo vinha enfrentando a desvalorização do peso argentino e controvérsias envolvendo membros da família do presidente, circunstâncias que aumentaram a atenção pública sobre o uso dessas novas cadeiras no Congresso.
Como essas cadeiras serão usadas nos próximos meses? A resposta vai aparecer nas negociações, nos vetos e nas votações que virão — e será ali, sessão a sessão, que se verá até que ponto a vitória eleitoral se traduzirá em avanços legislativos.







