A empresária Leila Pereira, presidente do Palmeiras e da Crefisa, foi convocada pela terceira vez para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Se ela não comparecer à sessão marcada para esta quarta-feira (18), o presidente da comissão, senador Carlos Viana, já avisou que pode determinar sua condução coercitiva, ou seja, levá-la à força.
Os parlamentares querem que Leila esclareça o papel da Crefisa na oferta de crédito consignado para aposentados e pensionistas. A empresa se tornou uma das principais a operar o pagamento de novos benefícios do INSS, e a comissão quer entender melhor como isso funciona e o impacto para os segurados.
Esta não é a primeira vez que o depoimento é marcado. Nas duas tentativas anteriores, nos dias 9 e 12 de março, a empresária não apareceu. As ausências foram amparadas por uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que gerou dúvidas sobre a validade da convocação naquelas datas.
Agora, a situação mudou. Segundo o senador Carlos Viana, uma nova decisão judicial determina que Leila compareça. Ele ressaltou que ela será ouvida como testemunha, e não como investigada, com o objetivo de colaborar com as investigações da comissão.
A convocação da presidente da Crefisa foi solicitada após o depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. Ele teria fornecido informações sobre a atuação do banco que os parlamentares agora querem aprofundar diretamente com a responsável pela instituição financeira.







