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Política

Justiça suspende benefícios a Bolsonaro em caso de prisão

Justiça Federal suspende uso de veículos oficiais, motoristas e assessores por Jair Bolsonaro caso ele seja preso, atendendo a pedido de vereador de Belo Horizonte.

Redação ChicoSabeTudo
11 de dezembro, 2025 · 14:21 1 min de leitura
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Justiça Federal tomou uma decisão importante que afeta os direitos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) caso ele venha a ser preso. A partir de agora, se Bolsonaro entrar em regime fechado, ele terá suspensos benefícios como veículos oficiais, motoristas e assessores pagos com dinheiro público.

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A medida foi determinada após um pedido feito pelo vereador Pedro Rousseff (PT-MG), de Belo Horizonte. A liminar, concedida pelo juiz federal substituto Pedro Pereira Pimenta, da 8ª Vara Federal Civil, explica que a estrutura de apoio oferecida ao ex-presidente perde sua utilidade quando a pessoa está sob custódia.

O juiz Pimenta argumentou que esses privilégios são pensados para quem tem liberdade de circulação no dia a dia, não para alguém que está detido. Ele afirmou que o Estado já tem a responsabilidade e os meios para garantir a segurança e a integridade física de qualquer cidadão em regime fechado, incluindo o ex-presidente.

“A estrutura é disponibilizada para um contexto de circulação em liberdade no espaço público, não para a realidade de custódia em regime fechado”, destacou o juiz em sua decisão.

Os custos desses benefícios não são pequenos para o bolso do contribuinte. Segundo o pedido que levou à decisão, as despesas com oito servidores a serviço de Bolsonaro, por exemplo, já alcançaram R$ 521 mil somente no primeiro semestre de 2025. Desde 2023, o valor total gasto com esses benefícios ultrapassa os R$ 4 milhões.

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É importante deixar claro que, mesmo com a suspensão desses privilégios, a decisão judicial mantém a obrigação das autoridades de assegurar a integridade física de Jair Bolsonaro enquanto ele estiver cumprindo a pena em regime fechado. Ou seja, a proteção pessoal dele continua sendo uma responsabilidade do Estado, mas sem a necessidade de um aparato extra de veículos e assessores.

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