O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, está mais perto de continuar atrás das grades. Em Brasília, o placar no Supremo Tribunal Federal (STF) já marca 2 a 0 pela manutenção da sua prisão em regime fechado. Os ministros André Mendonça e Luiz Fux votaram contra a liberdade do banqueiro.
O julgamento acontece na Segunda Turma do STF e ainda não acabou. Faltam os votos dos ministros Gilmar Mendes e Nunes Marques para bater o martelo. Se apenas mais um deles concordar com os dois primeiros, Vorcaro não sai da Penitenciária Federal de Brasília.
A decisão também afeta o cunhado do banqueiro, Fabiano Campos Zettel, e Marilson Roseno da Silva. Marilson é apontado pela investigação como o chefe de uma suposta milícia particular de Vorcaro, que seria conhecida como "A Turma".
No seu voto, o ministro André Mendonça, que é o relator do caso, argumentou que soltar os investigados poderia atrapalhar o trabalho da Polícia Federal. Segundo ele, há um risco real de que eles destruam provas e continuem cometendo crimes, já que a suspeita é de uma organização que causou prejuízos bilionários.
A conta é simples: se Gilmar Mendes e Nunes Marques votarem contra a prisão, o placar termina empatado em 2 a 2. Isso porque o quinto ministro da turma, Dias Toffoli, se declarou suspeito e não participa da votação.
E se der empate? A lei diz que, nesses casos, a decisão deve beneficiar o réu. Com isso, Daniel Vorcaro e os outros poderiam deixar a prisão em regime fechado e passar para um regime mais brando, como a prisão domiciliar. O resultado final sai até a próxima sexta-feira (20).







