Durante cerimônia de entrega de equipamentos de saúde realizada em Salvador nesta sexta-feira (6), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), teceu críticas à relação institucional mantida pelo governo federal com o estado durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro da Casa Civil e ex-governador do estado, Rui Costa (PT). Em seu discurso, Rodrigues enfatizou a mudança no diálogo federativo e relembrou as dificuldades enfrentadas nas administrações passadas.
Críticas ao isolamento institucional
Ao dirigir-se ao presidente Lula e ao ministro Rui Costa, o governador citou o período pós-impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a gestão subsequente como momentos de restrição de recursos e falta de diálogo. Segundo Rodrigues, Rui Costa governou a Bahia por seis anos sem o apoio adequado da União.
"Esse governador que está ao seu lado aí, esse ministro (Rui Costa), Lula, governou seis anos sem o governo federal estender a mão. Quando arrancaram a Dilma da cadeira, que o Michel Temer sentou, a gente não recebeu mais um centavo", declarou Jerônimo.
O governador direcionou críticas específicas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, apontando uma ausência de recepção institucional a autoridades estaduais e municipais.
"Depois, o presidente Bolsonaro, quatro anos, sem sequer receber um governador do estado, sem sequer receber deputados federais, estaduais ou prefeitos", afirmou. "Não se governa assim, presidente."
Retomada de investimentos e entregas
Jerônimo Rodrigues utilizou a cerimônia para contrastar o cenário anterior com a atual parceria entre o estado e a União. O evento marcou a entrega de 107 novas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), além de outros equipamentos de saúde.
De acordo com o governador, as entregas do dia beneficiam cerca de 405 municípios baianos. Rodrigues explicou que a abrangência das ações não é total devido a questões burocráticas, e não políticas.
"Ficam faltando aí 8, 9, 10 municípios que não foram contemplados, não foi por boicote político. Foi porque não cadastrou", esclareceu o governador, citando informações dos ministros Alexandre Padilha e Rui Costa.







