O clima esquentou nas redes sociais entre a primeira-dama Janja Lula da Silva e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O motivo da briga pública é o Projeto de Lei 896/2023, que pretende transformar a misoginia — o ódio ou aversão às mulheres — em um crime com punição semelhante ao racismo.
Janja publicou um vídeo acusando o parlamentar mineiro de espalhar desinformação e incentivar o chamado "discurso red pill". Segundo ela, enquanto críticos atacam a proposta, mulheres continuam sendo vítimas de feminicídio pelo país. A primeira-dama defendeu que a nova lei é necessária para frear a violência de gênero.
Nikolas Ferreira não deixou barato e rebateu as críticas de forma agressiva. O deputado afirmou que Janja estaria tentando enganar a população com "cara de sonsa" e argumentou que o projeto, na verdade, seria uma tentativa de controlar a liberdade de expressão e o que pode ser dito pelas pessoas.
Para reforçar seu posicionamento, o deputado citou estatísticas de violência doméstica e homicídios de mulheres durante gestões petistas. Ele alegou que a criminalidade contra o público feminino não diminuiu nos governos de Lula e que a proposta atual não resolveria o problema da segurança pública.
O projeto que gerou a confusão já passou pelo Senado e agora está em análise na Câmara dos Deputados. Se virar lei, quem praticar ou incitar a discriminação contra mulheres poderá pegar de dois a cinco anos de prisão, além de pagar multa.
A disputa também chamou atenção pelos números de audiência na internet. Enquanto o vídeo de Janja alcançou cerca de 55 mil visualizações no Instagram, a resposta de Nikolas Ferreira disparou na mesma rede social, ultrapassando a marca de 19 milhões de acessos em menos de um dia.







