A pouco menos de duas semanas para o fim do prazo da janela partidária, o movimento de troca-troca entre os deputados federais em Brasília está bem abaixo do esperado. Até o momento, apenas sete parlamentares oficializaram a mudança de legenda, um número muito baixo se comparado ao recorde de 84 trocas registrado em 2022.
O prazo, que termina no dia 4 de abril, permite que os políticos mudem de partido para disputar as próximas eleições sem o risco de perder o mandato por infidelidade. Apesar do ritmo morno, o PL continua sendo o destino favorito, recebendo três dos sete deputados que já mudaram de casa.
Na contramão do crescimento, o União Brasil aparece como o partido que mais perdeu nomes nesta reta final, com três baixas confirmadas. Em 2022, a sigla também foi a que mais sofreu com as saídas, perdendo 35 parlamentares naquele período.
Entre os nomes que já trocaram de sigla estão Kim Kataguiri (agora no Missão) e Magda Mofatto (que foi para o PL). Outras mudanças envolvem deputados de estados como Roraima, Paraná, Amazonas, Tocantins e São Paulo.
Para a Bahia, a expectativa gira em torno do deputado Leo Prates. Ele deve deixar o PDT para se filiar ao Republicanos em um evento marcado para a próxima quinta-feira, em Salvador. Na última janela, apenas dois baianos haviam mudado de partido.
A Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Câmara acredita que novas movimentações devem aparecer no sistema nos últimos dias do prazo. Por enquanto, a calmaria domina os corredores de Brasília, bem diferente da agitação de quatro anos atrás.







