A janela partidária na Bahia chegou ao fim com uma intensa troca de cadeiras, mas sem grandes surpresas para quem acompanha os bastidores da política. O movimento deixou claro que, para a maioria dos deputados, garantir a reeleição em outubro é muito mais importante do que a identidade ou a ideologia dos partidos.
Na oposição, o PL recebeu reforços de nomes como Paulo Câmara e Samuel Jr., que buscavam legendas onde tivessem mais segurança para disputar as urnas. Já Emerson Penalva encontrou abrigo no União Brasil, após o PDT, seu antigo partido, retornar para a base de apoio do governo estadual.
Do lado da base governista, o PSD saiu fortalecido como uma das maiores forças políticas. No entanto, a movimentação que mais chamou a atenção foi a ida de Eduardo Salles, representante do agronegócio, para o PV. A mudança é vista apenas como uma estratégia eleitoral para manter o mandato, unindo perfis completamente diferentes em uma mesma sigla.
O PT enfrentou disputas internas e recuos de candidaturas, mas deve manter o tamanho de sua bancada. Já o PSB aposta todas as fichas na chegada de Mário Negromonte Jr. para tentar ampliar seu espaço em Brasília, movimento que deve respingar em indicações políticas para tribunais nos próximos dias.
Com o encerramento do prazo, os partidos agora começam a calcular as chances reais de cada candidato. A realidade é que, pelas contas das legendas, seriam necessárias muito mais vagas na Assembleia e na Câmara para satisfazer todos os novos filiados, mas agora a decisão final cabe ao eleitor.







