O Partido Liberal (PL) confirmou a convenção nacional que vai oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O evento acontece neste sábado (25), no Mercado Pago Hall, na Arena Pacaembu, em São Paulo. Mesmo às vésperas do encontro, o partido ainda não definiu quem será o vice na chapa nem fechou uma coligação para a disputa.
A expectativa da campanha é manter as negociações abertas até 5 de agosto, prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral para as convenções partidárias. O principal obstáculo está nas conversas com legendas do Centrão. A federação formada por União Brasil e PP caminha para declarar neutralidade na disputa, enquanto o Republicanos, hoje o principal interlocutor do PL, também sinaliza preferência por não apoiar nenhum candidato à Presidência.
Na segunda-feira (20), durante a convenção estadual da federação União-PP em São Paulo, Flávio tentou se aproximar das siglas. Os diretórios paulistas declararam apoio ao senador e ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas os presidentes nacionais das três legendas — Antonio Rueda (União Brasil), Ciro Nogueira (PP) e Marcos Pereira (Republicanos) — não participaram do evento.
Mesmo sem acordo fechado, o PL ainda aposta numa aliança com o Republicanos, inclusive com a possibilidade de a legenda indicar o nome do vice. A falta de coligação já afeta a campanha: sem alianças, o tempo de propaganda de Flávio no rádio e na TV deve ficar abaixo do de Lula (PT). Pelas projeções atuais, o presidente teria pouco mais de cinco minutos por bloco no horário eleitoral, contra cerca de quatro minutos do senador do PL.
Flávio não deve anunciar o nome do vice durante a convenção. Segundo apurado pela reportagem, o PL pretende registrar inicialmente apenas a candidatura à Presidência, deixando a escolha do vice para depois, dentro do prazo que vai até 15 de agosto, data-limite para o registro definitivo das candidaturas.
A principal aposta do senador para a vaga é a economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e filiada ao Republicanos, mas o nome enfrenta resistência tanto no PL quanto no próprio partido dela. Outro nome avaliado é o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, vista como opção de mais peso político, mas que prioriza a disputa pela presidência do Senado em 2027. Também foram citadas as deputadas Simone Marquetto (PP-SP), Clarissa Tércio (PP-PE), Júlia Zanatta (PL-SC) e Bia Kicis (PL-DF) como alternativas.







