O Senado Federal aprovou um projeto para criar uma espécie de "Big Brother" contra agressores de mulheres. A proposta usa inteligência artificial (IA) para monitorar, 24 horas por dia, homens que estão sob medida protetiva e precisam manter distância de suas vítimas.
A tecnologia funcionará de forma simples e direta. O agressor usará uma tornozeleira eletrônica ligada a um sistema central. Se ele desrespeitar a distância determinada pela Justiça, um alerta será disparado na mesma hora para a polícia e diretamente para o celular da mulher.
Para a vítima, a adesão ao sistema de proteção é voluntária. Caso ela aceite, terá acesso a um aplicativo gratuito no celular para receber os alertas. A participação precisa do consentimento dela e de uma autorização judicial.
O grande diferencial do projeto é que o sistema de IA é programado para "aprender". Ele analisa os padrões de comportamento do agressor e pode identificar atitudes suspeitas, funcionando como um alarme que avisa sobre um risco antes mesmo de uma nova agressão acontecer.
A necessidade de uma ferramenta assim é justificada pelos números. Em 2025, o Brasil registrou a concessão de mais de 620 mil medidas protetivas, o que equivale a uma média de 70 pedidos por hora. O objetivo é usar a tecnologia para garantir que essa proteção seja efetiva na prática.
Apesar da aprovação pelos senadores, a proposta ainda precisa passar por uma nova votação na Câmara dos Deputados. Só depois, se for aprovada novamente, é que seguirá para se tornar lei.







