Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

IA Claude bomba após Anthropic recusar uso militar por Pentágono

A IA Claude, da Anthropic, disparou em popularidade nos EUA após a empresa recusar uso militar, gerando conflito com o governo e chamando atenção de Katy Perry.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
28 de fevereiro, 2026 · 20:30 2 min de leitura
(Imagem: gguy/Shutterstock)
(Imagem: gguy/Shutterstock)

A inteligência artificial Claude, desenvolvida pela Anthropic, disparou em popularidade nos Estados Unidos nas últimas horas, alcançando a segunda posição entre os aplicativos gratuitos mais baixados em aparelhos Apple. Esse aumento de interesse vem em meio a um desentendimento com o governo norte-americano, que queria usar a tecnologia para fins militares sem as garantias exigidas pela empresa.

Publicidade

O conflito começou quando a Anthropic negociava um contrato de 200 milhões de dólares (mais de R$ 1 bilhão) com o Pentágono. A empresa impôs uma condição clara: a tecnologia não poderia ser usada para vigiar cidadãos em massa ou desenvolver armas que funcionam sozinhas. A Casa Branca não gostou da ideia e deu um prazo para que a Anthropic voltasse atrás, o que não aconteceu.

Como resultado, o então presidente Donald Trump mandou que todas as agências federais parassem de usar a inteligência artificial da Anthropic na mesma hora. Contraditoriamente, essa briga pública impulsionou a curiosidade dos usuários. O Claude rapidamente superou o Gemini, do Google, e agora só está atrás do famoso ChatGPT, da OpenAI.

Além da postura firme da empresa em defender a ética no uso da inteligência artificial, um empurrãozinho inesperado da cantora Katy Perry também ajudou. A artista publicou uma foto da sua assinatura Pro da Anthropic nas redes sociais, com um coração por cima, gerando ainda mais buzz.

Publicidade

O desentendimento entre a Anthropic e o governo dos Estados Unidos reverberou por toda a indústria de tecnologia. Funcionários de gigantes como Google, Amazon e Microsoft assinaram cartas pedindo que suas próprias empresas desafiassem as exigências do Departamento de Defesa sobre o uso de inteligência artificial em operações militares. Isso mostra uma preocupação crescente com a ética por trás dessas ferramentas poderosas.

Até mesmo Sam Altman, o CEO da OpenAI, que é uma concorrente direta, saiu em defesa da Anthropic.

“Apesar de todas as minhas divergências com a Anthropic, confio bastante neles como empresa e acredito que eles realmente se preocupam com a segurança”, afirmou Altman.
Horas depois, porém, a própria OpenAI anunciou que tinha chegado a um acordo com o Pentágono para fornecer sua inteligência artificial para sistemas confidenciais, mas com medidas de proteção que, segundo a empresa, impedem usos indesejados. Esse episódio mostra a complexidade do tema e como as empresas estão tentando equilibrar inovação com responsabilidade.

Leia também