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Política

Grupo City Aumenta Participação Na SAF Do Bahia Para Até 93%

O Grupo City, principal acionista da SAF do Bahia, vai ampliar sua fatia acionária de 90% para até 93%. A mudança já estava prevista em contrato e não terá custo adicional para o grupo.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
11 de fevereiro, 2026 · 19:58 2 min de leitura
Foto: Letícia Martins / EC Bahia
Foto: Letícia Martins / EC Bahia

O Esporte Clube Bahia, agora sob a gestão da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), vai ver o Grupo City de Futebol, seu principal acionista, aumentar ainda mais sua participação no clube. Atualmente com 90% das ações, o conglomerado internacional deve chegar a ter até 93% da SAF tricolor. A informação foi divulgada pelo Bahia Notícias.

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Essa ampliação, que eleva a fatia do Grupo City, não é uma compra nova, mas sim um passo já esperado e previsto desde a assinatura do contrato de aquisição da SAF, que aconteceu em 3 de dezembro de 2022. O acordo tem validade de 90 anos e já contemplava a possibilidade de o Grupo City aumentar seu percentual sem custos adicionais, uma vez que a mudança está diretamente ligada aos investimentos que o grupo vem fazendo no clube.

Por que o Grupo City aumenta a participação?

O aumento da participação acionária reflete os aportes financeiros significativos que o Grupo City tem realizado em diversas áreas do Bahia. Esses investimentos incluem o fortalecimento do futebol profissional, o desenvolvimento das divisões de base e a melhoria da infraestrutura, como a construção de um novo Centro de Treinamento. É um reconhecimento do que já foi investido e do compromisso de longo prazo com o crescimento do clube.

A lei das SAFs tem regras claras sobre a divisão de ações. A associação civil do clube — ou seja, o próprio Esporte Clube Bahia como instituição tradicional — precisa manter, no mínimo, 5% das ações. Isso significa que o investidor pode ter, no máximo, 95% da SAF. Com a meta de chegar a 93%, o Grupo City se mantém dentro desse limite legal, garantindo que a associação continue com sua parte vital.

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Quem tem conduzido as conversas e os acertos entre a Bahia SAF e o clube associativo é Vitor Ferraz. Ele é o Diretor de Operações Institucionais da Bahia SAF e, por ter sido ex-vice-presidente do Bahia, atua como um elo importante e experiente entre as duas partes.

“Essa ampliação é um movimento natural do contrato e não uma nova venda. É o reconhecimento dos investimentos feitos pelo Grupo City no clube.” - Um analista de mercado, comentando a transação.

Apesar da maior participação do Grupo City, o clube associativo continua com seus projetos próprios e autônomos. Por exemplo, o Bahia busca ter representantes nas Olimpíadas de 2028, mostrando que a associação segue ativa em suas metas. Os direitos e interesses do Bahia como instituição tradicional estão seguros, protegidos tanto pela legislação quanto pelo contrato assinado entre as partes.

Ainda não há uma data definida para a formalização dessa ampliação — se ocorrerá em 2026 ou apenas em 2027. Também não foram detalhados quais serão os possíveis impactos administrativos dessa mudança. Questões importantes, como qualquer alteração nos símbolos ou no emblema do clube, continuarão dependendo da avaliação da associação e precisarão ser votadas e aprovadas pelo Conselho Deliberativo do Bahia, garantindo que a identidade tricolor seja preservada e respeitada.

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