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Política

Gritos por ‘sem anistia’ e ausências marcam ato do 8 de janeiro

Ato para lembrar o 8 de janeiro de 2023 em Brasília tem gritos de “sem anistia” e ausências dos presidentes da Câmara, Senado e STF; Lewandowski discursa.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
08 de janeiro, 2026 · 14:59 3 min de leitura

A solenidade que lembrou os graves acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta quinta-feira (8), começou com um forte coro dos convidados: “sem anistia”. O ato, que tinha como objetivo recordar a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, também chamou atenção pela ausência de figuras importantes e por uma participação reduzida de parlamentares.

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Desde as 11h10, quando o evento teve início, os gritos ecoaram, sinalizando a indignação e o pedido por rigor na punição dos envolvidos nos atos antidemocráticos. Apesar da presença de muitos ministros, autoridades do governo e representantes de movimentos sociais, a quantidade de deputados e senadores no local foi bem menor do que o esperado.

Ausências Notáveis e Presenças Marcantes

Entre os nomes que não compareceram ao evento estavam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A cadeira do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) também ficou vazia no palanque principal. A ausência dessas autoridades máximas do Legislativo e Judiciário foi um dos pontos mais comentados.

No entanto, a solenidade contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado pela primeira-dama Janja e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Também estavam lá ministros como Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Guilherme Boulos (Secretaria Geral) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação). Representando os estados, governadores como Jerônimo Rodrigues, da Bahia, Elmano de Freitas, do Ceará, e Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, marcaram presença.

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Os líderes do governo no Congresso, como Jaques Wagner (PT) no Senado, José Guimarães (PT) na Câmara e Randolfe Rodrigues (PT) no Congresso, também participaram, reforçando o apoio institucional do Executivo.

A Palavra do Ministro Lewandowski

O primeiro a discursar foi o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Em sua fala, Lewandowski relembrou a seriedade dos acontecimentos de 8 de janeiro, a tentativa de golpe contra a democracia brasileira e a fundamental atuação das instituições para proteger o Estado de Direito.

“Embora as nossas instituições tenham, a muito custo, conseguido debelar a intentona, é preciso ter sempre em mente a célebre advertência de Thomas Jefferson: o preço da liberdade é a eterna vigilância. A solenidade de hoje, que vem sendo repetida todos os anos, tem justamente este propósito, de recordar a todos que é preciso permanecer unidos e vigilantes em defesa de nossa liberdade, a duras penas resgatadas”, destacou o ministro, que recebeu um abraço do presidente Lula ao final de sua fala.

Nos bastidores de Brasília, há uma forte especulação de que o ministro Lewandowski estaria planejando pedir sua exoneração do cargo em breve. Rumores indicam que ele estaria apenas aguardando a conclusão do evento de 8 de janeiro para, então, conversar com o presidente Lula e oficializar seu pedido de demissão, o que adiciona um tempero extra ao seu discurso e à sua participação no ato.

O evento reforçou a mensagem de que a memória do 8 de janeiro de 2023 serve como um lembrete constante da necessidade de proteger a democracia e manter a vigilância contra qualquer ameaça.

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