Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

Gritos de 'sem anistia' e ausências notáveis marcam 8 de janeiro

Solenidade que lembra o 8 de janeiro em Brasília foi marcada por gritos de 'sem anistia' e pela falta dos presidentes da Câmara, Senado e STF, gerando debate.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
08 de janeiro, 2026 · 14:49 2 min de leitura
Foto: Reprodução Canal Gov
Foto: Reprodução Canal Gov

A solenidade que lembra a invasão dos Três Poderes em Brasília, no Distrito Federal, começou nesta quinta-feira (8) sob um clima de forte manifestação. Gritos de “sem anistia”, vindos dos convidados presentes no Palácio do Planalto, ecoaram logo no início do evento, que busca reforçar a defesa da democracia brasileira.

Publicidade

Apesar da numerosa presença de ministros, autoridades do governo e membros de movimentos sociais, o evento foi notado pelas ausências de figuras-chave do cenário político nacional. Nem o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), nem o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), compareceram. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) também não esteve presente, gerando questionamentos sobre a união dos poderes neste marco.

O que aconteceu há um ano e quem esteve presente

Há exatamente um ano, em 8 de janeiro de 2023, as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal foram invadidas e depredadas em um ataque sem precedentes à democracia. A cerimônia desta quinta-feira teve o propósito de relembrar os acontecimentos e reafirmar o compromisso com as instituições democráticas.

No palanque principal, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estavam importantes nomes do governo, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, a primeira-dama Janja e ministros como Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Guilherme Boulos (Secretaria Geral) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação).

Publicidade

Mesmo com a reduzida participação de parlamentares, líderes do governo no Congresso, como Jaques Wagner (PT) no Senado, José Guimarães (PT) na Câmara, e Randolfe Rodrigues (PT) no Congresso, marcaram presença. Alguns governadores também participaram, entre eles Jerônimo Rodrigues, da Bahia; Elmano de Freitas, do Ceará; e Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte.

Discurso de Lewandowski e o futuro no Ministério da Justiça

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, foi o primeiro a discursar no evento. Ele usou sua fala para destacar a gravidade dos acontecimentos de 8 de janeiro e a atuação das instituições na defesa do regime democrático.

“Embora as nossas instituições tenham, a muito custo, conseguido debelar a intentona, é preciso ter sempre em mente a célebre advertência de Thomas Jefferson: o preço da liberdade é a eterna vigilância. A solenidade de hoje, que vem sendo repetida todos os anos, tem justamente este propósito, de recordar a todos que é preciso permanecer unidos e vigilantes em defesa de nossa liberdade, a duras penas resgatadas”, disse Lewandowski.

Ao final de seu discurso, Lewandowski recebeu um abraço afetuoso do presidente Lula. Em Brasília, circula a especulação de que o ministro estaria aguardando a conclusão do evento de 8 de janeiro para formalizar seu pedido de exoneração do cargo, um movimento que vem sendo comentado nos bastidores políticos.

Leia também