Pela primeira vez na história, o Governo Federal passou a gastar mais dinheiro com anúncios no Google e na Meta — dona do Facebook, Instagram e WhatsApp — do que com grandes emissoras de televisão como o SBT e a Band. A mudança mostra que o governo está trocando o modelo tradicional de propaganda pelo mundo digital.
De acordo com dados da Secretaria de Comunicação Social (Secom), as gigantes da tecnologia receberam pelo menos R$ 234,8 milhões no último ano. Enquanto isso, o SBT ficou com R$ 45,8 milhões e a Band com R$ 24,4 milhões, perdendo espaço na divisão do bolo publicitário da União.
No topo da lista de pagamentos, a Rede Globo continua na liderança com R$ 150 milhões, seguida pela Record, que faturou R$ 80,5 milhões. No entanto, o crescimento da internet impressiona: o Google saltou de R$ 10,5 milhões em 2023 para mais de R$ 64 milhões em 2025.
Até mesmo plataformas de vídeos curtos, como o Kwai, ganharam mais atenção do governo, recebendo R$ 19,5 milhões. A estratégia da gestão atual é focar em redes sociais para atingir públicos das periferias e regiões mais distantes, onde o celular muitas vezes é o principal meio de informação.
Outro destaque na mudança de investimentos foi a exclusão total da rede social X (antigo Twitter). Após polêmicas envolvendo o dono da plataforma, Elon Musk, e o Supremo Tribunal Federal, o governo cortou todos os anúncios na rede, que antes recebia cerca de R$ 10 milhões.
Além das redes sociais, o governo também começou a anunciar em serviços de streaming como Prime Video e Netflix. A ideia é usar a tecnologia para direcionar as campanhas de serviços públicos para as pessoas certas, utilizando ferramentas que automatizam a entrega dos anúncios na internet.







