O Ministério da Cultura confirmou o investimento de R$ 1,4 bilhão para o setor audiovisual brasileiro em 2026. A decisão, tomada pelo Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), destina quase R$ 1 bilhão para investimentos diretos e o restante para linhas de crédito facilitado.
A grande novidade para quem produz cultura na nossa região é a prioridade na divisão do dinheiro. O plano estabelece cotas de até 40% dos recursos para projetos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, tentando diminuir a concentração de verbas apenas nos grandes centros do Sul e Sudeste.
O montante será dividido entre produções de cinema, séries para TV, vídeos sob demanda e melhorias na infraestrutura do setor. Além disso, o governo anunciou a volta do investimento nos chamados núcleos criativos, que são grupos focados em escrever novos roteiros e desenvolver ideias.
Segundo a ministra Margareth Menezes, a estratégia busca atender a uma demanda crescente. Dados da Ancine mostram que o Brasil atingiu o recorde de 3.554 salas de cinema funcionando e que o interesse do público por filmes nacionais rendeu mais de R$ 214 milhões no último ano.
O planejamento também mantém o apoio emergencial para o Rio Grande do Sul e parcerias específicas com o Rio de Janeiro. A execução dos editais agora depende do cronograma financeiro e da definição dos critérios técnicos que serão usados para escolher os projetos beneficiados.







