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Política

Gleisi avalia vetar 'penduricalhos' de servidores aprovados no Congresso

Ministra Gleisi Hoffmann declara que governo federal analisará possível veto aos 'penduricalhos' aprovados para servidores legislativos, que podem elevar salários acima do teto constitucional. Avaliação será feita após a chegada dos projetos ao Executivo.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
07 de fevereiro, 2026 · 17:01 3 min de leitura
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, anunciou que o governo federal vai analisar se veta ou não os chamados “penduricalhos”. Essas são propostas aprovadas pelo Congresso Nacional que podem aumentar bastante os salários de servidores do Legislativo, chegando a valores bem acima do teto constitucional. Ela falou sobre o assunto no último sábado (7), em Salvador, na Bahia, durante um evento que celebrou os 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT).

“Na hora que chegar, vamos fazer a avaliação”, disse Gleisi Hoffmann, explicando que a decisão será tomada após o Executivo receber os projetos.

Entenda os “Penduricalhos”

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Na última terça-feira (3), tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado Federal deram o sinal verde para projetos de lei que permitem pagamentos extras a servidores do Legislativo. Estes são aqueles que acumulam funções consideradas estratégicas e de alta responsabilidade. A votação foi simbólica e, segundo algumas projeções, essas propostas podem levar a remunerações mensais de até R$ 77 mil.

É bom lembrar que, hoje, o teto para o funcionalismo público é de R$ 46.366,19, o mesmo valor do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Com as novas regras, mesmo quem já ganha o teto poderá receber mais por meio de indenizações e licenças compensatórias. Essas verbas são classificadas como de natureza não remuneratória, o que significa que não seriam contadas como salário propriamente dito, mas sim como “extras”.

Cenário Eleitoral para 2026

Além de falar sobre os “penduricalhos”, a ministra também compartilhou sua visão sobre os desafios políticos e a estratégia para as eleições de 2026. Ela mostrou-se bem confiante na reeleição do presidente Lula e acredita que o cenário deve ser parecido com o de 2022, com alianças entre partidos democráticos e acordos regionais específicos.

“Nós estamos muito confiantes na reeleição do presidente Lula. Obviamente que a gente tem que trabalhar muito, agregar apoios, mas eu acho que nós vamos repetir um quadro muito parecido com o de 2022”, avaliou a ministra.
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Gleisi destacou que montar palanques fortes nos estados será essencial. Ela citou Bahia e Piauí como exemplos, onde o PT já conversa com partidos de centro, como o PSD. Ela explicou que, em 2022, houve um grupo de alianças formais com partidos do campo democrático de centro-esquerda e também apoios de partidos de centro em nível estadual.

“Na Bahia, por exemplo, tivemos apoio do PSD. Em outros estados, como São Paulo, não tivemos. Então, vamos ter que ir conversando e fazendo as alianças regionais para ter um palanque forte para o presidente Lula”, explicou a ministra de Relações Institucionais.

Sobre a continuidade do apoio de partidos como o União Brasil, que atualmente têm ministérios no governo federal, Gleisi disse que o diálogo continua aberto e que tudo depende das realidades de cada lugar.

“Leva em conta sim. Eu acho que tem estados em que o União Brasil vai estar conosco, por estar com seus ministros no governo e também pela realidade estadual. A gente tem que ter paciência, costurando e conversando. Tudo vai dar certo”, concluiu Gleisi Hoffmann, demonstrando otimismo nas negociações políticas futuras.

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