O vice-governador da Bahia, Geraldo Jr. (MDB), vive um momento de isolamento político dentro do grupo liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). O que antes era visto como uma aliança estratégica em 2022, agora se transformou em um processo claro de desidratação da sua imagem pública.
A situação ficou ainda mais tensa após um erro tecnológico, onde Geraldo acabou compartilhando críticas ao ministro Rui Costa. O episódio derrubou o prestígio do vice, que passou a ser visto por aliados como uma figura decorativa em eventos oficiais, sem a mesma força política de antes.
Recentemente, o governador Jerônimo chegou a cogitar publicamente a entrega da vaga de vice para o PSD, de Otto Alencar. Ao lado do chefe, Geraldo Jr. manteve o silêncio enquanto ouvia a possibilidade de ser substituído na chapa que buscará a reeleição em outubro.
Apesar da pressão interna para sua saída, o MDB de Geddel Vieira Lima tenta segurar a vaga. O partido exige um tratamento justo para o vice, lembrando que ele aceitou o desafio de disputar a prefeitura de Salvador em 2024, uma missão considerada quase impossível na época.
O caso ganhou repercussão nacional, envolvendo até o entorno do presidente Lula, que tenta manter o MDB aliado para evitar que o partido migre para a oposição. No entanto, o clima nos bastidores do governo baiano indica que a confiança na permanência de Geraldo é cada vez menor.
Para os observadores políticos, a trajetória de Geraldo Jr. agora é marcada pela resiliência. Mesmo sendo alvo de ataques e apelidado de "patinho feio" da chapa, ele tenta se manter no jogo, enquanto o PT baiano busca novos nomes para fortalecer a estrutura governista.







