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Política

Fundação de ACM Neto: R$ 7,4 mi em viagens e serviços; só R$ 26 mil para formação

Contas de 2025 mostram gastos milionários sem notas fiscais, o que dividiu o conselho do União Brasil e gerou denúncia no Ministério Público.

Redação ChicoSabeTudo
12 de março, 2026 · 11:24 1 min de leitura

A Fundação Índigo, que é o braço de formação política do partido União Brasil e presidida por ACM Neto, gastou R$ 5,9 milhões com "serviços de terceiros" e mais R$ 1,5 milhão em viagens internacionais durante o ano de 2025. Todo o dinheiro veio de recursos públicos.

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O detalhe que chama a atenção é que, segundo o balanço da própria fundação, apenas R$ 26.400 foram realmente usados para a formação de políticos, que é o objetivo principal da entidade. No ano anterior, em 2024, esse valor tinha sido bem maior, de R$ 758 mil.

A falta de clareza nos gastos levantou suspeitas dentro do próprio partido. Integrantes do conselho fiscal pediram para ver as notas fiscais que comprovariam os serviços de R$ 5,9 milhões, mas os documentos não foram apresentados pela direção da fundação.

Sem as provas dos gastos, o conselho fiscal rachou. Dois conselheiros, Ricardo Motta e Rodrigo Furtado, se recusaram a aprovar as contas e levaram o caso ao Ministério Público, com suspeita de desvio de dinheiro do partido.

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Outros dois membros do conselho, o deputado Elmar Nascimento e o ex-deputado Pauderney Avelino, votaram a favor da aprovação das contas, mesmo sem ter acesso às notas fiscais que foram solicitadas.

Questionada sobre o assunto, a assessoria do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, informou em nota apenas que “as atas e decisões relacionadas ao tema passam pela aprovação do Ministério Público”.

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