A Fundação Índigo, que é o braço de formação política do partido União Brasil e presidida por ACM Neto, gastou R$ 5,9 milhões com "serviços de terceiros" e mais R$ 1,5 milhão em viagens internacionais durante o ano de 2025. Todo o dinheiro veio de recursos públicos.
O detalhe que chama a atenção é que, segundo o balanço da própria fundação, apenas R$ 26.400 foram realmente usados para a formação de políticos, que é o objetivo principal da entidade. No ano anterior, em 2024, esse valor tinha sido bem maior, de R$ 758 mil.
A falta de clareza nos gastos levantou suspeitas dentro do próprio partido. Integrantes do conselho fiscal pediram para ver as notas fiscais que comprovariam os serviços de R$ 5,9 milhões, mas os documentos não foram apresentados pela direção da fundação.
Sem as provas dos gastos, o conselho fiscal rachou. Dois conselheiros, Ricardo Motta e Rodrigo Furtado, se recusaram a aprovar as contas e levaram o caso ao Ministério Público, com suspeita de desvio de dinheiro do partido.
Outros dois membros do conselho, o deputado Elmar Nascimento e o ex-deputado Pauderney Avelino, votaram a favor da aprovação das contas, mesmo sem ter acesso às notas fiscais que foram solicitadas.
Questionada sobre o assunto, a assessoria do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, informou em nota apenas que “as atas e decisões relacionadas ao tema passam pela aprovação do Ministério Público”.







