O fenômeno das redes sociais, Frei Gilson, reuniu uma multidão em Salvador, na Bahia, na noite da última quinta-feira (25), em meio aos festejos de Natal. Conhecido por suas lives de oração e rezas que atraem milhões de fiéis no Instagram e no YouTube, o religioso de 37 anos, que soma mais de 11 milhões de seguidores, aproveitou a passagem pela capital baiana para fazer um importante desabafo.
Antes de subir ao palco na Arena O Canto da Cidade, Frei Gilson conversou com a imprensa e refletiu sobre as críticas e associações políticas partidárias que frequentemente o atingem. Em março deste ano, por exemplo, ele foi alvo de internautas que o chamaram de “fascista”, “negacionista”, “oportunista”, “misógino”, entre outros adjetivos, e o associaram a um grupo político específico.
Questionado sobre como é realizar seu trabalho religioso em meio à polarização política atual, e de ser alvo de certos grupos, Frei Gilson lamentou a tendência de se atribuir um viés político a ele e a outros sacerdotes.
“No nosso país, muitas vezes, tudo quer se enxergado por um viés político. O evangelho não é assim. É muito triste quando tudo é visto com o viés político. A política é importante, tem um espaço importante no nosso país, mas não é tudo. O evangelho é a boa nova do reino, mas um reino dos céus. Então é isso que procuro fazer. Tudo que faço, tudo que levo do Evangelho de Jesus Cristo procuro levar a mensagem do Evangelho”, declarou o frei.
Ele fez questão de reforçar que Jesus Cristo, a figura central do Catolicismo, não deve ser visto como um agente político.
“A mensagem do Evangelho fala de um reino que não é desta terra. ‘O meu reino não é deste mundo’, Jesus falou isso tantas vezes e quem prega o Evangelho deve mirar as coisas do alto, deve olhar para o céu e para a eternidade. Hoje é Natal, dia do nosso Salvador que veio para nos salvar. Então é isso que a gente prega. Jesus, não como um agente político, mas Jesus, o autor da nossa salvação, que veio para nos salvar, não de coisas deste mundo que passam, mas veio nos salvar dos nossos pecados”, observou o religioso.
Frei Gilson enfatizou que, embora considere a política importante para o Brasil, ele criticou o uso excessivo de associações políticas, que acabam desviando o foco do que realmente importa.
“Então, repito, a política é importante para o nosso país, mas é triste ver quando a pessoa tudo vê com viés político. A ponto de esquecer os seus próprios pecados. E o que mais faz mal à nossa sociedade são os meus e os teus pecados, são os nossos pecados”, concluiu o líder religioso, diante da multidão em Salvador.







