No dia 10, o Departamento da Força Aérea dos Estados Unidos aprovou uma proposta da SpaceX que permite elevar para 100 o número de lançamentos anuais a partir de Vandenberg, na Califórnia, ante o limite anterior de 50. A autorização veio junto com a declaração final de impacto ambiental, que concluiu não haver riscos ambientais significativos com o aumento das operações, e já registra que a base dará suporte ao Starship.
O que muda na prática?
Pense assim: é como abrir outra pista em um aeroporto para acomodar mais voos. Até agora, só o Falcon 9 decolava de Vandenberg, pelo Complexo SLC-4E. Com a aprovação, a SpaceX poderá usar também o Complexo SLC-6, que poderá receber lançamentos do Falcon Heavy — com autorização de até cinco missões por ano nessa plataforma.
Em resumo:
- SLC-4E: histórico de operações com Falcon 9.
- SLC-6: será adaptado para novas operações; não registrou lançamentos desde 2022.
- Base de Vandenberg: prevista para dar suporte também ao Starship.
Isso significa mais lançamentos imediatamente?
Provavelmente não de forma imediata. No curto prazo, dizem os técnicos, a cota para o Falcon Heavy dificilmente será preenchida: o veículo não teve lançamentos por mais de um ano, e a prioridade da SpaceX segue sendo o Starship. Ou seja, a infraestrutura estará disponível, mas o calendário ainda pode levar tempo para ficar cheio.
E a decisão da FAA?
A SpaceX também aguarda a aprovação da FAA (Administração Federal de Aviação) para licenciar lançamentos comerciais. Segundo a Força Aérea, a FAA tomará sua decisão com base em análises próprias — ou seja, a autorização militar é um passo importante, mas não o único antes dos próximos voos comerciais.
Em poucas palavras: Vandenberg ganhou autorização para crescer — até 100 lançamentos por ano — com novas áreas ativadas e suporte ao Starship. Resta agora a tramitação junto à FAA e o ritmo que a SpaceX escolher para ocupar essa capacidade.







