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Política

Flávio Dino anula votação da CPMI do INSS e gera debate no STF

Flávio Dino, ministro do STF, anulou votação da CPMI do INSS que aprovou 87 requerimentos, invalidando as deliberações e gerando debate por contrariar precedentes.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
06 de março, 2026 · 14:01 2 min de leitura
Foto: Gustavo Moreno/STF
Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma decisão que pegou muita gente de surpresa nesta quinta-feira (5): ele cancelou a votação que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI do INSS) havia feito na semana passada. Essa votação tinha aprovado, de uma vez só, nada menos que 87 pedidos de investigação.

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Com essa canetada, tudo o que a comissão tinha decidido ficou sem validade. A anulação veio depois que o ministro aplicou o mesmo entendimento que já tinha usado um dia antes, quando barrou a quebra dos sigilos bancário e fiscal da lobista Roberta Luchsinger. Agora, o mesmo raciocínio foi estendido para todos os outros 86 pedidos da CPMI.

Decisão de Flávio Dino gera questionamentos sobre precedentes

A decisão de Dino, no entanto, levantou um monte de perguntas e discussões nos bastidores da política. O principal ponto é que ela parece ir na contramão do que o próprio STF já havia decidido antes em casos parecidos. É o que se chama de 'precedente', quando um tribunal mantém um entendimento para garantir que casos semelhantes sejam julgados da mesma forma.

Durante a CPI da Pandemia, em 2021, por exemplo, o ministro Dias Toffoli recusou um pedido da empresa VTCLog. A empresa queria que a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal, determinada pela comissão parlamentar, fosse suspensa, mas Toffoli não aceitou. O caso da CPMI do INSS tem contornos parecidos, e por isso a decisão de Dino causa espanto em alguns setores.

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"É crucial entender que a votação em bloco de requerimentos de investigação era um procedimento comum em outras apurações do Congresso, como na própria CPI da Pandemia e na CPI dos Atos de 8 de Janeiro, que aconteceu em 2023. Essa prática, agora, foi questionada pelo Supremo."

Para o público, a anulação significa que os trabalhos de investigação da CPMI do INSS, que buscavam esclarecer possíveis irregularidades, terão que ser revistos. A comissão terá que se reorganizar e, provavelmente, votar os requerimentos um por um, ou encontrar um novo caminho que se alinhe com a decisão do STF. O debate, agora, se concentra não só nos méritos da investigação do INSS, mas também na maneira como o Supremo vai firmar seus entendimentos em relação ao poder das comissões parlamentares de inquérito.

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