O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) subiu o tom nas redes sociais para defender o Pix, classificando o sistema como um patrimônio nacional. A declaração surge em meio a uma troca de acusações com o PT, após o governo dos Estados Unidos criticar a ferramenta brasileira em um relatório oficial.
Segundo o parlamentar, o sistema de pagamentos instantâneos é o principal legado do governo de Jair Bolsonaro. Flávio rebateu as críticas do Partido dos Trabalhadores, afirmando que o verdadeiro interesse do atual governo é criar impostos sobre as transferências gratuitas feitas pela população.
A confusão começou depois que a Casa Branca divulgou um documento apontando que o Pix prejudica empresas americanas de cartão de crédito, como Visa e Mastercard. O governo dos EUA alega que o Banco Central do Brasil favorece o sistema próprio em detrimento de fornecedores estrangeiros.
O PT acusou Flávio Bolsonaro de apoiar a visão de Donald Trump para enfraquecer a soberania brasileira. Em resposta, o senador gravou um vídeo afirmando que, com Bolsonaro, o Pix é livre de taxas, mas que o "sonho do Lula" seria tributar cada transação realizada pelos brasileiros.
Por outro lado, o presidente Lula negou qualquer intenção de taxar o serviço. Durante agenda em Salvador, o presidente defendeu a ferramenta e garantiu que o Brasil não mudará as regras do Pix por pressão externa, destacando a eficiência do serviço para a sociedade.
Enquanto o governo federal orienta sua militância a tratar o Pix como uma questão de soberania nacional contra interferências dos Estados Unidos, a oposição mantém o discurso de que o atual governo busca brechas para aumentar a arrecadação em cima do sistema.







