A primeira reunião da Comissão da Mulher comandada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP) virou um verdadeiro campo de batalha. Mal começou e o clima já esquentou com um bate-boca generalizado entre parlamentares de direita e de esquerda.
O estopim da confusão foram acusações de deputadas da oposição. Elas afirmaram que Erika Hilton teria chamado mulheres de “imbecis” e “esgoto da sociedade” e exigiram que a comissão votasse moções de repúdio contra a própria presidente.
“Queremos votar nossa moção de repúdio à sua fala, de que mulheres são imbecis, que são o esgoto da sociedade”, disparou a deputada Chris Tonietto (PL-RJ), sendo apoiada por outras colegas de partido.
Erika Hilton se defendeu, explicando que suas palavras foram tiradas de contexto. Segundo ela, os termos foram usados para descrever pessoas que a atacam e ameaçam de morte na internet por transfobia, e não para se referir às deputadas ou às mulheres em geral.
“Isso é o esgoto da sociedade: transfóbicos e imbecis. Não me referi às mulheres, às deputadas, mas a uma onda de ataques”, esclareceu a presidente da comissão, garantindo que jamais ofenderia uma colega parlamentar.
Em meio à defesa, a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) interrompeu Hilton aos gritos: “Não se finja de uma pessoa educada!”. A presidente não deixou barato e respondeu que, embora considere Zanatta uma pessoa “intragável”, jamais a trataria com desrespeito.
Aliadas de Erika Hilton também entraram na discussão. A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RJ) criticou a postura das opositoras, afirmando que elas raramente participam dos trabalhos da comissão. “Deixem as mulheres trabalhar”, pediu.







