O escândalo do Banco Master, que agita Brasília, tem um forte braço na Bahia e coloca políticos conhecidos no centro da polêmica. Uma empresa ligada a ACM Neto teria recebido R$ 3,6 milhões do banco, enquanto nomes como os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner também são citados nas investigações.
A conexão baiana do caso começou com a venda da antiga Cesta do Povo para o empresário Augusto Lima, figura importante no esquema. A transação ocorreu durante a gestão de Rui Costa como governador, com participação do então secretário Jaques Wagner.
A partir daí, surgiu o CredCesta, um negócio que usava as folhas de pagamento de servidores públicos para oferecer crédito consignado. Esse modelo foi a alavanca para as operações financeiras milionárias do Banco Master, que mais tarde adquiriu e depois vendeu ativos ligados à empresa baiana.
A teia de relações se espalhou por vários espectros políticos. Além dos petistas, o ex-ministro de Bolsonaro, João Roma, também foi associado ao grupo. Prefeituras baianas, como Alagoinhas e Ilhéus, firmaram convênios semelhantes para seus servidores, mostrando que os acordos não seguiam uma única linha ideológica.
No caso de ACM Neto, a defesa alega que o pagamento de R$ 3,6 milhões foi legal e registrado com notas fiscais. As investigações oficiais são aguardadas para separar o que foram relações comerciais legítimas de possíveis irregularidades com dinheiro público.







