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Política

Entregas podem atrasar: trabalhadores dos Correios entram em greve em 9 estados

Funcionários dos Correios em nove estados, incluindo SP e RJ, entram em greve por tempo indeterminado. Entenda os motivos e o impacto nos serviços.

Redação ChicoSabeTudo
18 de dezembro, 2025 · 12:40 1 min de leitura
Foto: Correios/Divulgação
Foto: Correios/Divulgação

Os Correios iniciaram uma greve por tempo indeterminado na última quarta-feira (17) em nove estados, em meio à maior crise financeira da história da estatal. A paralisação ocorre devido à ausência de um acordo coletivo e à falta de reajuste salarial para os servidores.

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O movimento envolve os estados do Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No total, 36 sindicatos representam os trabalhadores da empresa, mas 24 não aderiram à paralisação. De acordo com os Correios, 91% das unidades funcionaram normalmente na quarta-feira, e medidas preventivas foram adotadas para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) apresentou uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2026, com vigência de dois anos, garantindo benefícios, continuidade, estabilidade e respeito aos empregados, mesmo diante do cenário econômico desafiador da empresa.

Entre as principais reivindicações dos sindicatos estão:

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    Reajuste salarial com reposição da inflação;

  • Preservação de direitos históricos previstos no ACT;

  • Pagamento de adicional de 70% nas férias;

  • Remuneração de 200% para atividades realizadas aos finais de semana;

  • Concessão de um “vale-peru” no valor de R$ 2.500.

Em nota, os Correios destacaram:

"Todas as agências estão funcionando e as entregas seguem sendo realizadas em todo o território nacional. A adesão ao movimento tem sido parcial e localizada. Foram adotadas medidas contingenciais para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população. Reafirmamos nosso compromisso com o diálogo responsável, a sustentabilidade da empresa e a preservação dos empregos. O Acordo Coletivo 2025/2026, apresentado pelo TST, preserva benefícios e assegura continuidade, estabilidade e respeito aos empregados."

A deliberação final sobre o acordo será feita nas assembleias das federações representativas dos empregados.

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