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Política

Encontro entre família Coronel e ACM Neto movimenta política baiana

Um encontro informal entre Angelo Coronel (PSD) e ACM Neto (União) no extremo-sul da Bahia gera especulações sobre a composição da chapa de oposição para 2026.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
27 de janeiro, 2026 · 14:54 3 min de leitura
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um encontro no final da última semana está agitando os bastidores da política na Bahia. Em um evento mais reservado, que reuniu amigos em comum no extremo-sul da Bahia, o senador Angelo Coronel (PSD) e seu filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD), foram vistos com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), e o atual prefeito, Bruno Reis (União). O diálogo, segundo apurações, girou em torno de uma possível aproximação para as eleições de 2026.

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Fontes ligadas aos dois grupos políticos, que conversaram com o Bahia Notícias, garantem que o encontro não tinha como objetivo principal debater alianças políticas. Ele teria sido promovido por uma pessoa que tem laços com todos os presentes. No entanto, o assunto eleitoral acabou vindo à tona, mesmo que em tom de brincadeira e sem aprofundamento.

“Foi uma conversa descontraída. Nenhum aprofundamento sobre a relação política, apenas sobre cenários gerais”, contou uma liderança presente ao encontro.

Apesar do clima leve, um momento em particular chamou a atenção. Um dos participantes soltou que Angelo Coronel estaria sendo “rifado pelos petistas”, já que o senador Jaques Wagner (PT) e o ministro Rui Costa (PT) aparecem como nomes fortes para as vagas do Senado pelo grupo do atual governador Jerônimo Rodrigues. A brincadeira provocou risos de ambos os lados, e logo após, muitos presentes “convocaram” ACM Neto para comentar o assunto ao lado de Coronel.

Cenário para 2026: Diálogo aberto e indefinições

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A possibilidade de uma parceria entre Angelo Coronel e o grupo de ACM Neto não é nova. O prefeito Bruno Reis já se manifestou publicamente sobre o assunto, mostrando abertura para o diálogo.

“Temos toda disposição de conversar e tentar construir uma parceria. Temos já uma relação e parcerias pretéritas que nos permitem construir planos”, afirmou Bruno Reis.

ACM Neto também reforçou que o “espaço segue aberto” para conversar com Coronel, mas impôs uma condição clara para qualquer avanço significativo:

“Nunca escondi nossa disposição em dialogar. Entretanto, eu não posso tratar isso no campo da especulação. Só tenho condições no momento que houver uma real sinalização de que o senador não vai caminhar no projeto de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues”, ponderou o ex-prefeito.

A definição da chapa majoritária da oposição para 2026 ainda tem vários pontos em aberto. Embora ACM Neto já tenha reforçado sua pré-candidatura ao governo e uma das vagas ao Senado seja cotada para o ex-ministro da Cidadania João Roma (PL), as posições de vice-governador e a segunda vaga para o Senado ainda estão sem confirmação.

  • Segunda vaga para o Senado: O nome de Angelo Coronel é o preferido de ACM Neto.
  • Vice-governador: A ideia é ter um nome vindo “do interior” para ampliar a presença da chapa em regiões estratégicas.

O Republicanos, que é aliado do ex-prefeito, já avisou, através do seu presidente, o deputado federal Márcio Marinho, que não abrirá mão de indicar um nome para uma das vagas ao Senado. Entre os postulantes do partido estão o próprio Márcio Marinho e o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo.

Para a vice, alguns nomes já foram cogitados: o deputado federal Ricardo Maia (MDB), o prefeito de Jequié Zé Cocá (PP), e o prefeito de Feira de Santana Zé Ronaldo (União). É importante notar que Ricardo Maia e Zé Cocá já demonstraram publicamente apoio ao projeto de reeleição de Jerônimo Rodrigues, enquanto Zé Ronaldo mantém uma posição mais ambígua, deixando em aberto as possibilidades de alianças para o futuro.

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