O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, afirmou que “a justiça não é uma coisa distante da gente” durante ato em Paulo Afonso, nesta sexta-feira (7). Ao discursar diante de magistrados, membros do Ministério Público, defensores e autoridades, o chefe do Executivo estadual destacou que promotores, juízes e desembargadores são “guardiões do direito” e que o sistema de justiça deve atuar em proximidade com a sociedade, garantindo direitos básicos como moradia, acesso à água, educação e saúde.
"Pergunta ao povo o que é que significa justiça, qual o papel de um desembargador, de um juiz, de um promotor. É muito distante da vida da gente. Os promotores, os desembargadores e os juízes são aqueles guardiões do direito. Todos os nossos direitos passam pelas mãos da proteção de vocês para garantir que a gente tenha direito a casa, ter direito a água, ter direito a escola, à saúde", disse o governador.
Segundo o governador, a busca pela via judicial costuma ocorrer quando políticas públicas não resolvem demandas por meio dos governos municipal, estadual ou federal. “Quando a gente não consegue pelas mãos de um prefeito, de um governador ou de um presidente da República, é preciso que a justiça interfira. Então a justiça não é uma coisa distante da gente. Os juízes, os promotores, os desembargadores não são deuses; são homens iguais a nós, com uma missão, são servidores públicos que nós pagamos. E que bom ver a justiça com a gente”, disse.
No evento, foi inaugurada a nova sede da Justiça Federal em Paulo Afonso, sob direção do juiz federal João Paulo Pirôpo de Abreu, com jurisdição regional e homenagem ao desembargador Edmilson Jatahy Fonseca. A instalação faz parte do processo de interiorização do Judiciário e foi acompanhada por autoridades como ministros do STJ e desembargadores do TRF1, em agenda que também incluiu debates técnicos sobre o setor elétrico, área estratégica para o município.
Durante a cerimônia, a fala do governador reforçou a ideia de uma Justiça acessível e integrada às necessidades locais, ressaltando que a presença institucional no território facilita a mediação de conflitos e a garantia de direitos sociais.







