O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não apareceu para o interrogatório marcado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (14). A audiência seria realizada por videoconferência e conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes.
Eduardo é réu em uma ação penal que investiga tentativas de coagir o Judiciário brasileiro. Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), ele teria buscado sanções do governo dos Estados Unidos contra o Brasil para pressionar o STF.
O objetivo das manobras, de acordo com as investigações, era impedir que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, fosse condenado por envolvimento em tramas golpistas. Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
O processo avançou em novembro do ano passado, quando a Primeira Turma do STF aceitou a denúncia por unanimidade. Os ministros entenderam que existem provas suficientes para manter a acusação contra o ex-parlamentar.
Até o momento, Eduardo Bolsonaro não apresentou advogados particulares para defendê-lo no caso e ignorou as intimações feitas por edital. Diante do silêncio, o ministro Alexandre de Moraes acionou a Defensoria Pública para assumir a defesa.
A Defensoria chegou a questionar a medida, alegando que o réu deveria ser intimado pessoalmente. No entanto, Moraes rebateu o argumento, afirmando que o ex-deputado está evitando a notificação de propósito para atrasar o andamento do processo.







