O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16) que Israel e Líbano entraram em um acordo de cessar-fogo com duração inicial de dez dias. A trégua começou a valer a partir das 17h, no horário de Brasília, após negociações diretas mediadas pela Casa Branca.
Trump utilizou suas redes sociais para confirmar que conversou com o presidente libanês, Joseph Aoun, e com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Segundo o americano, ambos os líderes concordaram com a pausa nos ataques como um primeiro passo para buscar uma paz definitiva na região.
O grupo Hezbollah, por meio do parlamentar Ibrahim al-Musawi, informou que pretende respeitar o acordo, desde que as forças israelenses também parem com as ofensivas. A interrupção dos conflitos era uma das condições impostas pelo Irã para avançar em conversas diplomáticas com os Estados Unidos.
Apesar do anúncio oficial de Trump, o governo de Israel ainda não havia se manifestado publicamente até o fechamento da notícia. Internamente, ministros israelenses teriam recebido a informação com surpresa, e a oposição criticou o que chamou de cessar-fogo imposto ao país.
No Líbano, o primeiro-ministro Nawaf Salam comemorou a decisão, afirmando que a trégua era um objetivo central do governo desde o início dos confrontos. Esta semana marcou o primeiro encontro oficial entre representantes de Tel-Aviv e do Líbano em Washington desde a década de 80.
Mesmo com a ordem de parada nos ataques, o cenário ainda é de cautela. Informações de jornais israelenses indicam que militares do país pretendem manter tropas em território libanês durante o período de vigência da trégua.







