A disputa por uma vaga de ministro no Tribunal de Contas da União (TCU) transformou a Câmara dos Deputados em um verdadeiro campo de batalha política nesta terça-feira (14). O foco das atenções é a tentativa da oposição de unir forças em torno do baiano Elmar Nascimento (União Brasil) para tentar derrotar o favorito Odair Cunha (PT-MG).
Nos corredores de Brasília, a movimentação é intensa com distribuição de panfletos e broches, mas o jogo pesado acontece nas salas fechadas. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou na articulação para tentar convencer o PL a retirar a candidatura de Soraya Santos (RJ) e declarar apoio formal a Elmar.
Apesar da pressão para uma candidatura única da oposição, Soraya Santos mantém seu nome na disputa. A deputada bate o pé e defende que o Tribunal precisa de uma representação feminina, resistindo às investidas dos articuladores políticos que buscam o consenso.
Do outro lado, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), trabalha como o principal padrinho de Odair Cunha. A expectativa da base governista é otimista, projetando que o parlamentar petista consiga alcançar a marca de 200 votos para garantir a cadeira deixada pelo aposentado Aroldo Cedraz.
Outros nomes também correm por fora na tentativa de conquistar os deputados. Danilo Forte (União-CE) foi visto fazendo o tradicional corpo a corpo no plenário, garantindo que não pretende desistir da corrida, mesmo com o avanço das negociações sobre o nome de Elmar Nascimento.
A vaga no TCU é vitalícia e um dos cargos mais cobiçados da capital federal, o que explica o envolvimento direto do Palácio do Planalto e de lideranças partidárias no pleito que deve ser definido ainda nesta semana.







