O diretor-geral da Câmara dos Deputados, Guilherme Barbosa Brandão, embolsou R$ 22.931,04 somente em horas extras no mês de março. O valor chama a atenção pelo volume de trabalho necessário para justificar o pagamento, que exigiria o cumprimento do limite máximo de horas adicionais permitidas durante a semana e plantões pesados aos sábados e domingos.
Brandão não está sozinho na lista de rendimentos elevados. Um levantamento recente revelou que cerca de 70 servidores da cúpula da Câmara receberam mais de R$ 10 mil extras no mesmo período. O grupo faz parte da alta administração da Casa, onde os ganhos com o adicional dispararam nos últimos anos.
A situação gera questionamentos internos entre outros funcionários. Segundo relatos colhidos pelo portal Metrópoles, o cumprimento efetivo dessa jornada aos finais de semana é difícil de explicar, já que as atividades dos diretores costumam depender do suporte de equipes subordinadas que nem sempre estão presentes.
Guilherme Brandão assumiu o cargo de diretor-geral em agosto de 2025, por indicação do atual presidente da Câmara, Hugo Motta. Servidor concursado há mais de 12 anos, ele é o responsável direto por gerir e manter todos os serviços internos funcionando na estrutura legislativa.
Em resposta aos questionamentos, a Câmara dos Deputados afirmou que os pagamentos são devidos a uma jornada semanal extenuante, que ultrapassa as 40 horas regulares. A instituição garantiu que o controle é feito por meio de registro biométrico obrigatório, tanto em dias úteis quanto em folgas.







