A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) agitou as redes sociais na última quinta-feira, 11 de abril, ao fazer duras críticas ao Duolingo, um aplicativo muito popular para aprender idiomas. A parlamentar acusa a plataforma de ir além do ensino de línguas, expondo crianças a conteúdos relacionados a temas LGBT, identidade de gênero e até mesmo a relacionamentos adultos.
No vídeo que publicou, De Toni usou a expressão “ideologização da infância” para descrever o que, em sua visão, acontece no aplicativo. Ela conta que muitos usuários têm relatado ver em exercícios lições que, segundo ela, não têm nada a ver com aprender verbos ou vocabulário. Em vez disso, essas atividades abordam “temas sensíveis de sexualidade e ideologia de gênero” misturados nas aulas comuns e, o pior, sem que os pais saibam ou deem seu aval.
Quais são os exemplos citados?
Para mostrar o problema, a deputada exibiu algumas capturas de tela de exercícios do Duolingo. Nelas, aparecem frases como:
- “Meu irmão é gay. Nós vamos conhecer o namorado dele hoje.”
- “A Maria é lésbica?”
- “Eu sou gay e não tenho um namorado agora.”
De Toni também mencionou que há denúncias sobre personagens em relacionamentos homoafetivos, referências à transição de gênero e outras situações que, para ela, são “de vida adulta”.
A principal preocupação da deputada não é a existência desses temas em si, mas a forma como são apresentados. Ela argumenta que discutir esses assuntos cedo demais, de um jeito unilateral e sem a participação da família, é o que caracteriza a “ideologização da infância”. Para ela, tópicos como identidade de gênero, orientação sexual e diferentes modelos de família devem ser introduzidos pelos pais, no momento que considerarem certo e de acordo com os valores de cada família, sejam eles morais, religiosos ou culturais.
O que a deputada pede do Duolingo?
Ao encerrar seu vídeo, Carol De Toni fez um apelo direto à empresa responsável pelo Duolingo. Ela cobrou mais “transparência” sobre o conteúdo, uma “definição clara de faixa etária” para o aplicativo e, principalmente, a implementação de um “controle parental real”. Segundo a parlamentar, sem essas medidas, o Duolingo deixa de ser apenas uma ferramenta educativa para se transformar em um “projeto de reeducação ideológica precoce”.
“Se não houver respeito à infância, transparência e consentimento dos pais, então não estamos diante de um aplicativo de idiomas. Estamos diante de um projeto de reeducação ideológica precoce”, concluiu a deputada.







