O cenário político brasileiro para 2026 começa a se desenhar com mudanças drásticas para quem disputou o comando do país na última eleição. Enquanto o presidente Lula (PT) confirma que tentará o sétimo pleito e o quarto mandato, seu principal adversário de 2022, Jair Bolsonaro, vive uma realidade oposta. Condenado a 27 anos por tentativa de golpe, Bolsonaro cumpre pena em regime domiciliar e indicou o filho, Flávio Bolsonaro, como sucessor na disputa pelo PL.
As mulheres que se destacaram na última eleição também seguiram novos rumos. Simone Tebet, que foi a terceira mais votada e ocupou o Ministério do Planejamento, trocou o MDB pelo PSB. Ela deixou o governo recentemente para focar em sua nova meta: conquistar uma vaga no Senado pelo estado de São Paulo. Já Soraya Thronicke também migrou para o PSB com o objetivo de tentar a reeleição como senadora.
Ciro Gomes, figura carimbada em disputas presidenciais, decidiu mudar o foco após o quarto lugar em 2022. O político saiu do PDT e se filiou ao PSDB para tentar governar o Ceará novamente, cargo que já ocupou nos anos 90. Outro nome que ganhou as redes sociais, Padre Kelmon, deixou o PTB, entrou no PL e agora planeja uma candidatura a deputado federal por São Paulo.
No campo dos empresários e ativistas, Felipe D’Avila retornou ao setor privado e ao Centro de Liderança Pública, além de lançar um livro sobre política de direita. Ao todo, 11 partidos já movimentam pré-candidaturas para a presidência, mas a lista oficial só será fechada entre julho e agosto, após as convenções partidárias. Por enquanto, Lula é o único remanescente direto da última disputa presidencial.







