O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, senador pelo Amapá, confirmou nesta terça-feira (3) a manutenção da quebra dos sigilos bancários de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão de Alcolumbre veio após ele rejeitar um recurso apresentado por parlamentares governistas, que tentavam reverter a medida aprovada na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
A investigação sobre Lulinha ganhou força dentro da CPMI do INSS depois que pessoas ligadas ao caso afirmaram que ele seria um "sócio oculto" de Antonio Carlos Camilo Antunes, mais conhecido como "Careca do INSS". Esses relatos sugerem que Lulinha recebia uma "mesada" de R$ 300 mil mensais de "Careca", o que motivou o pedido de quebra de sigilo para apurar a movimentação financeira.
Votação Conturbada na CPMI
A aprovação do requerimento para acessar as informações bancárias de Lulinha aconteceu na última quinta-feira (26) em uma sessão bastante agitada da CPMI. Parlamentares da base do governo alegaram que a votação foi "fraudada" pelo presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG). Segundo eles, haveria votos suficientes para rejeitar o pedido, mas Viana teria manobrado a sessão, transformando a votação em simbólica, ou seja, sem a contagem individual dos votos.
Para chegar à sua decisão final sobre a legalidade da quebra de sigilo, o senador Davi Alcolumbre conduziu uma análise detalhada. Ele conversou com deputados e senadores tanto da oposição quanto do governo, buscando diferentes perspectivas sobre o ocorrido. Além disso, pediu à sua assessoria que revisasse as gravações da votação e consultou a Advocacia do Senado, garantindo que sua decisão tivesse respaldo jurídico sólido.
Com a manutenção da decisão, a quebra de sigilo de Lulinha segue firme. Na semana passada, logo após a aprovação do requerimento, o presidente da CPMI, Carlos Viana, já tinha informado que havia enviado um ofício ao Banco Central pedindo todas as informações bancárias de Fábio Luís da Silva. Agora, espera-se que os dados sejam liberados para a comissão, a fim de avançar nas investigações sobre as alegações de parceria oculta e recebimento de valores.







