A CPI do Crime Organizado no Senado está com os dias contados. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, decidiu que não vai prorrogar os trabalhos da comissão, que devem ser encerrados oficialmente no próximo dia 14 de abril.
A notícia foi confirmada pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira, após uma reunião com Alcolumbre. Segundo o relator, a justificativa utilizada foi de que o ano eleitoral atrapalharia o andamento das investigações, visão da qual Vieira discorda totalmente.
Para o senador Alessandro Vieira, a interrupção dos trabalhos é um "desserviço" à população brasileira. Ele afirma que a comissão ainda tem um volume enorme de documentos e quebras de sigilo para analisar, que agora podem acabar sem uma resposta final.
Mesmo com um documento em mãos contendo a assinatura de mais de 50 senadores pedindo a continuidade da CPI, Alcolumbre manteve sua posição. O relator lamentou que investigações complexas ficarão pelo caminho por falta de tempo hábil.
Durante sessão no plenário nesta terça-feira (7), Vieira desabafou e disse que os parlamentares terão que explicar aos seus eleitores por que não conseguiram concluir a missão constitucional de investigar o crime organizado.
Até o momento, o presidente Davi Alcolumbre não se manifestou publicamente sobre as críticas feitas pelo relator no plenário. O clima no Senado é de frustração entre os membros que defendiam a continuidade da apuração.







