O Datafolha registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma nova pesquisa para avaliar o cenário da disputa presidencial de 2026 e medir como temas recentes, como a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e o tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros, influenciam a opinião dos eleitores.
O levantamento está registrado sob o número BR-01166/2026 e será realizado entre quarta-feira (22) e sexta-feira (24), quando também está prevista a divulgação dos resultados. Ao todo, serão entrevistados 2.004 eleitores em diferentes regiões do país.
Além das intenções de voto, a pesquisa avaliará a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a rejeição dos possíveis candidatos, o posicionamento ideológico dos entrevistados e a percepção sobre quem possui mais chances de vencer a eleição.
Nos cenários de primeiro turno, o instituto apresentará aos eleitores os nomes de Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Augusto Cury, Cabo Daciolo, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Samara Martins, Leonardo Avalanche e Edmilson Costa. Também serão simuladas possíveis disputas de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado ou Romeu Zema.
Uma parte do questionário será dedicada à situação de Jair Bolsonaro. Os entrevistados serão questionados se o ex-presidente deve permanecer em prisão domiciliar por razões humanitárias ou retornar ao sistema prisional, além de opinarem sobre a proibição de utilizar as redes sociais durante o cumprimento da medida.
O Datafolha também avaliará a reação popular à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que proibiu Flávio Bolsonaro de visitar o pai durante 90 dias. A medida foi adotada após o senador divulgar nas redes sociais uma carta atribuída ao ex-presidente.
Outro tema central será a crise comercial entre Brasil e Estados Unidos. A pesquisa perguntará quem tem mais razão no embate político, quem seria o principal responsável pelo aumento das tarifas e qual deve ser a resposta do governo brasileiro.
Os eleitores ainda serão convidados a avaliar a atuação do governo Lula nas negociações, a conduta de Flávio Bolsonaro durante a crise e se o presidente norte-americano Donald Trump estaria tentando beneficiar eleitoralmente o senador brasileiro







