A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) passou por uma verdadeira reviravolta política no último mês. Entre os dias 5 de março e 4 de abril, 21 deputados estaduais aproveitaram a janela partidária para trocar de legenda, alterando o peso das bancadas na base do governo e na oposição.
O grande destaque desta movimentação foi o Avante. O partido, que antes contava com apenas um parlamentar, deu um salto e agora possui sete representantes. Entre os novos nomes da sigla estão Binho Galinha, Felipe Duarte e Soane Galvão, consolidando o partido como uma das forças dominantes na Casa.
Por outro lado, a Federação Renovaçao Solidária, formada pelo PRD e Solidariedade, deixou de existir na prática dentro da AL-BA. Todos os seus deputados migraram para outras siglas, com destaque para o PDT, que recebeu Marcinho Oliveira e Pancadinha em uma articulação que teve o aval do governo estadual.
O PV também registrou crescimento, chegando a quatro deputados com as vindas de nomes como Eduardo Salles e Antônio Henrique Jr. Já o PDT, ao absorver quadros do Podemos e do antigo PRD, projeta formar uma bancada de até sete parlamentares, desafiando siglas tradicionais como o MDB e o PSDB.
No campo da oposição, o PL do ex-presidente Bolsonaro também se fortaleceu. A legenda agora conta com cinco deputados após as filiações de Paulo Câmara e Samuel Júnior. O Progressistas (PP) também buscou recompor suas perdas com as chegadas de Penalva e Marcelinho Veiga.
Um dos casos que chamou atenção foi o de Binho Galinha. Mesmo preso desde outubro de 2025 sob investigação de envolvimento com milícia em Feira de Santana, o parlamentar conseguiu trocar o PRD pelo Avante durante o período permitido pela legislação eleitoral.







