Onze governadores e dez prefeitos de capitais brasileiras renunciaram aos seus mandatos para garantir a participação nas eleições de outubro. O movimento aconteceu para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela Justiça Eleitoral, que obriga a saída do cargo atual para quem deseja disputar um novo posto político.
Entre os nomes que deixaram o comando dos estados, destacam-se Romeu Zema (MG) e Ronaldo Caiado (GO), que aparecem como pré-candidatos à Presidência da República. No caso de Zema, existe ainda a possibilidade de ele compor uma chapa como vice-presidente. A maioria dos outros nove ex-governadores deve focar na disputa por cadeiras no Senado Federal.
A lista de governadores que saíram inclui gestores de estados como Rio de Janeiro, Amazonas, Pará e Paraíba. No Nordeste, além de João Azevêdo (PB), a movimentação foi intensa entre os prefeitos de capitais, com destaque para João Campos (Recife), Cícero Lucena (João Pessoa) e JHC (Maceió), que deixaram suas prefeituras.
Apesar das renúncias, as candidaturas ainda não são oficiais. Os políticos precisam agora passar pelas convenções partidárias, que acontecem em agosto, e ter o registro aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até lá, os cargos serão ocupados pelos respectivos vices ou presidentes das Assembleias e Câmaras Municipais.
A saída estratégica dos prefeitos de capitais foca, principalmente, na disputa pelos governos estaduais. Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, e Lorenzo Pazolini, em Vitória, são exemplos de gestores que agora buscam novos voos na política regional após o encerramento do prazo neste sábado (4).







