O Criadouro Ararinha-azul, localizado em Curaçá, na Bahia, contestou as alegações de negligência feitas pelo ICMBio, que indicou a existência de problemas nas instalações e comedouros do local. As críticas incluíam a falta de limpeza adequada, acúmulo de fezes, e o manuseio das aves por funcionários sem o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) apropriados.
Em nota enviada ao Bahia Notícias, o criadouro afirmou manter um total de 103 ararinhas-azuis, das quais 98 não apresentaram detecção de circovírus em exames recentes. A entidade reconheceu, porém, que cinco aves resultaram positivas em ao menos um dos testes realizados.
A organização também defendeu a adoção de rigorosos protocolos de biossegurança e bem-estar animal, enfatizando que sua equipe é composta por profissionais com experiência de mais de 15 anos na preservação da espécie. A nota destacou que exames realizados incluíram três testes por ave, com resultados divergentes entre metodologias, e que todas as aves positivas foram isoladas.
Adicionalmente, o criadouro se manifestou sobre a multa de R$ 1,8 milhão aplicada pelo ICMBio, mencionando que ainda não teve acesso ao laudo técnico que justifica a autuação. A organização solicitou o acesso pleno aos documentos do processo e uma reunião com autoridades para reavaliar os testes realizados.
Por fim, o Criadouro Ararinha-azul argumentou que responsabilizar a instituição sem uma análise técnica detalhada desconsidera a complexidade do caso e pode desestimular iniciativas privadas de conservação da ararinha-azul.







