A investigação sobre uma suposta mesada de R$ 300 mil para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, não tem como avançar. Quem diz é o próprio presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que afirmou não ser possível comprovar a acusação.
A denúncia partiu de uma testemunha que disse à Polícia Federal que Lulinha recebia o valor mensal de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. No entanto, os parlamentares da comissão não conseguiram confirmar essa informação.
O grande obstáculo, segundo o senador, foi uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A Justiça suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha, impedindo que os investigadores tivessem acesso às movimentações financeiras dele.
Apesar da falta de provas sobre o dinheiro, a defesa de Lulinha confirmou que ele viajou para Portugal ao lado de “Careca do INSS”, com a viagem sendo paga pelo lobista. Os advogados, porém, negam que o passeio tenha qualquer relação com as fraudes no INSS.
A quebra de sigilo havia sido aprovada pela CPMI no fim de fevereiro, mas uma semana depois o ministro Flávio Dino, do STF, atendeu a um pedido da defesa e suspendeu a medida. O caso agora aguarda uma decisão final do plenário do Supremo.
Enquanto o STF não define uma data para julgar o assunto, a decisão de Dino continua valendo. Com isso, a comissão segue de mãos atadas para verificar se os pagamentos mensais realmente aconteceram.







