O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), pode ser obrigado a depor na CPI do Crime Organizado no Senado. Um pedido de convocação será votado nesta quarta-feira (18) para que ele explique o recebimento de R$ 3,6 milhões de um banco investigado pela Polícia Federal por um esquema de fraude bilionária com supostas ligações com o PCC.
O requerimento foi apresentado pelo senador Humberto Costa (PT-PE). Ele quer que ACM Neto esclareça se houve tráfico de influência ou lavagem de dinheiro na relação de sua empresa de consultoria com o Banco Master, que está no centro das investigações da Operação Compliance Zero.
A suspeita surgiu a partir de um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que apontou os pagamentos feitos pelo banco e por uma empresa de investimentos para a consultoria de Neto entre 2023 e 2024. A empresa do ex-prefeito foi criada recentemente.
Além de pedir o depoimento de Neto, o senador petista também quer a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e de internet da empresa A&M Consultoria. O objetivo, segundo ele, é rastrear o dinheiro e verificar se os serviços prestados são compatíveis com os valores pagos.
ACM Neto já se manifestou sobre o caso. Ele confirmou ter recebido o dinheiro por serviços de consultoria prestados, mas classificou a divulgação das informações como um “vazamento criminoso de dados sigilosos” e com motivação política, já que seu nome é cotado para as próximas eleições.
O ex-prefeito afirmou que vai acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir a apuração do vazamento. Ele também se colocou à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.







